Páginas

Mostrando postagens com marcador ser humano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ser humano. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Saudade

Eu ainda me lembro das vezes que chorava, não por algo estar errado, mas por um sentimento estranho atingir meu peito e eliminar toda a vontade que eu estava e colocar apenas uma pessoa nessa vontade. O peito aperta, os olhos expremem e a garganta fecha. Dá uma tremenda vontade de chorar, uma vontade imensa de ter aquela pessoa ao seu lado, apenas para tocá-la, mesmo que calada, só pra poder ficar perto da energia dela. E chega um ponto, que por mais que você lute, você não consegue segurar a lágrima que sai percorrendo seu rosto e chega ao chão. Ela parece fazer um barulho estrondoso ao tocar o solo, mesmo que não saia som algum, mas seu corpo está tão concentrado em querer uma pessoa, que toda e qualquer onda parece uma tsunami. Então, depois de querer tantas coisas e da lágrima escorrer e estrondar ao chão, você percebe que aquela pessoa não está ao seu lado, que você não pode tocá-la nem ouvir seu silêncio. E mais lágrimas tocam o chão, escorrem pela camiseta ou ficam presas em nossa garganta. O aperto no coração só aumenta quando você percebe que sente algo mais forte do que você, a saudade. Você sabe que faria de tudo para trazer o momento, em que vocês estavam juntos, de volta e poderia até mesmo ligar para a pessoa simplesmente para ouvir sua voz. Mas não faz nada disso, porque sabe que você não quer ouvi-la e nem que os momentos se repitam, você quer novos momentos tocando-a. E a saudade só aperta mais o coração e nossos olhos, que me enxarcam de lágrimas seguidas umas das outras. Você vai até as coisas que te lembrem aquela pessoa e fica admirando aquilo lembrando dos momentos em que você podia ter aproveitado e falado tudo pra ela, agradecido por ela existir e dizer que sentiria saudades exatamente naquele momento, mas não fez nada disso porque você estava muito concentrada em estar perto dela. E isso, de alguma forma, é muito bonito, mas muito dolorido. Sentir saudades de uma pessoa não é simplesmente pensar nela e falar: "nossa, quanto tempo, que saudades". É você precisar estar ao seu lado e não poder, é você querer mais do que tudo tocá-la e, simplesmente, tocá-la. Mas muitas vezes você não pode. Existe vários jeitos de sentir saudade, mas a pior é aquela que é mais ou menos crônica. Não importa o quão perto você está da pessoa, se você fica meio minuto sem tocá-la você sente uma enorme vontade e necessidade de encostar em seu corpo e isso machuca. A saudade não serve apenas para machucar as pessoas, a saudade é igual a perda de alguém. Nós temos que perder e sentir saudade de quem amamos, de qual outra forma poderíamos saber o quão especiais essas pessoas são para nós? E por aí vai. A saudade não escolhe quem vai atingir, mas só atinge aqueles que amam. Não importa quem, o quanto ou como ame, é simplesmente amar e você vai sentir saudades. Não é algo contável, mas você sabe que a saudade daquele garoto é maior do que a saudade pela sua tia, por exemplo. Não é curável, mas dá pra deixar de sentir por algum tempo. Não é pessoa, mas dá para matá-la. A saudade existe nos corações, mas aquela sensação de vontade e necessidade está espalhada por nosso corpo. Por isso, a importância de falar o quão especial alguém é, porque um dia, ela pode desaparecer, e imagine o tamanho da saudade que você vai sentir dela? A saudade é assim, você pode matá-la, mas nunca vai poder deixar de sentir. {Dedicado à Má)

domingo, 21 de novembro de 2010

Real love.

Em uma sala. Apenas os dois. Sentados no sofá. Longe. A sala totalmente decorada e todos os amigos lá fora.
Ele: eu e ela terminamos.
Ela: porque? :o (por dentro ela estava sorrindo)
Ele: por causa de você. Ela achou que a gente teve alguma coisa.
Ela: aah =/ que chato (por dentro ela gostou)
Ele: nossa, =/ hoje é o pior dia da minha vida.
Ela: relaxa, isso passa. (por dentro, ela estava se remoendo por ter feito a única coisa no mundo que não queria fazer, deixar a pessoa que mais ama no mundo infeliz. se ela pudesse, teria feito tudo diferente, teria se machucado mais e teria se derrotado um pouco mais só para não precisar ouvir aquelas palavras que acabram com seu corpo em segundos)
Ela: com licença, snif.
Ele: onde você vai? porque está chorando?
Ela: eu vou desfazer um mal entendido, estou chorando por fazer a pior coisa do mundo, eu machuquei quem eu mais amava.
Ele: quem?
Ela: você vai entender.
horas depois... o amigo chega todo sorridente:
Ele: EU VOLTEI COM ELA *-*
Ela: *chorando* que bom amor (sorriso)
Ele: porque está chorando?
Ela: porque tudo o que eu mais queria era você, mas não suportaria ver você triste, por isso falei com ela para vocês voltarem e fico feliz que tenha dado certo, mas a parte egoísta de mim está triste por não poder dizer que você é meu.
*Silence*

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Irresponsabilidade

E essa sensação de liberdade é apenas uma sensação duradoura. Liberdade requer independência, que todos querem ter, mas ninguém visa o lado principal dessa palavrinha tão especial, principalmente na mente de um adolescente. Ela é acompanhada pela palavra que muitos conhecem e poucos exercem chamada responsabilidade. Seus pais já devem ter dito que você é irresponsável, e se isso já aconteceu é porque não poderia ser independente e muito menos ter a liberdade. A única "coisa" que pode ter acontecido isso foi o nosso país, o Brasil. Incrível como isso é verdade. O Brasil teve sua independência, mas você realmente acha que ele é responsável? O Brasil é o reflexo de quem está no poder, antes fosse o reflexo da população. E o que você vê no poder? Pessoas criando obras para outras pessoas, faturando juntamente com a preservação do meio ambiente, usando tudo o que não é renovável conscientemente? Óbvio que não. O nosso país é totalmente o contrário da responsabilidade, talvez não o país, mas seus governantes, quem NÓS colocamos no poder. A irresponsabilidade chega a chocar a população, mas de que adianta uma população chocada se ela acredita que não há mais volta? A esperança já acabou nos corações dos brasileiros e eles acreditam que o país está em boas mãos, acredita que não há como reverter essa hstória de corrupção, e que o petróleo e a àgua vão acabar um dia mesmo, porque economizar? Isso é o que dói, saber que parte da população já entregou o Brasil nas mãos das outrs pessoas. De tanto lutar, essas pessoas se cansaram de tentar tornar o lugar onde vivem em um local mais apropriado para elas e para as pessoas à sua volta, e não receberem nem ao menos esse lugar melhor em troca. Mas não, eu não quero que meus filhos achem que eu também sou irresponsável ao ponto de parar de pensar nas outras pessoas, ao ponto de entregar o meu país nas mãos de pessoas de mal caráter, que não vão mudar nada nessa merda toda. Eu não quero alguém que mude o país e nem alguém que continue com a bosta que ele está. Eu quero alguém, apenas UMA PESSOA, que tenha responsabilidade suficiente para fazer o Brasil crescer e dar de exemplo aos mes filhos, como eu quero que eles cresçam. Eu quero e espero que a responsabilidade alastre todos os corações brasileiros. Porque responsabilidade não tem muito a ver com contas de banco ou cor, tem a ver com caráter.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ser humano

Muitas noites, eu não tenho vontade de dormir e fico pensando na vida, mas ontem foi diferente. Invés de pensar naquele garoto lindo que eu tanto queria como meu, eu fiquei pensando nas atitudes das pessoas e me assustei com o que percebi. As pessoas são tão estranhas. O cachorro não casa, mas não trai. O passarinho não fala "eu te amo", mas faz um ninho com uma só mulher. O leão não abraça, mas dá carinho. O gato faz charme e conquista o amor. Mas e o ser humano? O ser humano pode casar, ter filhos, ou se quiser, nem precisa disso, só estar namorando e trai! Ele tem a chance de ser feliz com uma pessoa que lhe faz feliz, tem a chance de mostrar pro mundo o quão importante aquela pessoa é e decepciona-a de forma consciente. O ser humano fala "eu te amo" para qualquer pessoa, não importa se conheça ou não, ele pode demonstrar o quanto alguém é especial, mas joga as palavras ao vento, de forma que agora não tem mais significado algum! O ser humano pode abraçar, dar carinho, mas joga isso fora, não dá valor. E o principal, mesmo que o ser humano esteja conquistado e o outro faça charme, ele pisa. Pisa direitinho. Ele joga fora toda a felicidade e a conquista do outro ser humano. E somos da mesma espécie! Parece que as pessoas só nos dão valor quando a gente liga o lado: "foda-se", quando você finge que não se importa com ela, quando ela tem que ter vontade de você. Mas quando você tem vontade dela, quando você vai atrás dela, ela simplesmente pisa e não dá valor. Por isso, muitas pessoas continuam sozinhas, ou estão ficando sozinhas nesse exato momento. As pessoas poderiam apenas retribuir o carinho e o amor que os outros, da mesma espécie, lhes dão. Não como forma de gratidão, mas ao menos como compaixão. O mais intrigante não é como eles agem quando alguém o dá carinho, é que quando aquela pessoa já não tem mais forças para lutar, quem começa a lutar é justamente aquele que não retribuia nem ao menos um telefonema. Eu sinto que o ser humano gosta de lutar pelo outro, que ele não quer as coisas de mão beijada. Mas quando é para escolher entre aquele da mesma espécie que te quer e está facinho, ou aquele que você vai ter que conquistar, sempre escolhem o fácil. Você só tem que ter a sorte de estar facil na hora certa, que tudo acontece num passe de mágica. E com isso eu percebi que a vida poderia ser bem mais tranquila do que é, basta as pessoas retribuirem o que as outras fazem por elas. E eu descobri que eu também me encaixo nessas pessoas, afinal, somos da mesma espécie, mas eu quero mudar. Eu vou ser diferente. Eu vou retribuir cara olhar, cada sorriso, cada beijo e abraço. E prometo, só falar eu te amo, quando for o que eu realmente sentir. E retribuindo, acredito que serei muito mais feliz.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

The best

Quantos anos terão de passar para você perceber quem vale a pena? Quantas amizades especiais terão que ir para longe para você perceber que elas eram as verdadeiras? Quantas discussões terão de ser passadas para você entender que até nossos melhores amigos nos decepcionam? A vida não é fácil quanto se acha que pode ser. Por mais amigo e mais cuidadoso que seja, ele sempre vai deixar escapar algo e você acabará se magoando, então, cabe a você a perceber se vale a pena desculpá-lo e deixar todas as coisas ruins para trás. Amizades também tem altos e baixos, mas perceba que aquela que é mais instável é uma das que mais esteve ao seu lado em todos os momentos que você precisou, nos ruins e nos bons, e é sempre ela que pode te fazer rir quando você está prestes a chorar e pode fazer você chorar de felicidade também. A amiga instável não é aquela que do nada briga com você e sai contando todos os seus segredos e depois de segundos fala que te ama e pede desculpas, essa é a falsa, a que não vale a pena. Amiga instável é aquela que há momentos que vocês estão super próximas e contam tudo nos mínimos detalhes uma para a outra e depois de um tempo, não estão mais juntas, mal ouvem falar da outra, mas sempre estará preocupada com o que aconteceu com ela. Essa sim, vale a pena você esquecer as decepções e mágoas do passado. Os momentos que vocês passaram juntas nunca vão sair da memória de vocês e, acredite, terão muitos outros depois desse. As coisas nem sempre estão um mar de rosas na amizade de vocês, mas ela sempre volta com mais força e isso faz com que o laço que existe entre vocês nunca acabe. Eu devo muito à uma amiga, que é instável, mas eu sei que é uma das melhores e eu sempre vou sentir como se ela fosse parte de mim, porque ela realmente é, querendo ou não, nos bons momentos ou ruins. Sempre seremos ligadas, tanto nas lembranças como nos planos para o futuro. Eu te amo, mesmo. Irmã <3

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ela cansou

Cansada de caminhar em cima do fogo, de sentir o granizo martelando sua pele, de sentir seu coração pulsar cada vez mais rápido, de sua garganta começar a doer e algo gelado sair de seus olhos, a garota deslumbrante parecia uma bruxa. Falava sozinha e passava as noites em claro, pensando no que havia feito de errado. Tudo parecia perdido para ela, os dias passavam cada vez mais rápidos e ela via seu objetivo indo para longe, ela finalmente acordava para a realidade. Quanto mais pensava, mais queria encontrar respostas que nunca foram perguntadas, agora ela entendia porque as pessoas não querem se apaixonar. As coisas faziam sentido agora, mas não do jeito que ela queria que fizessem. As hipóteses que ela fazia eram apenas aquelas que ela não queria que fossem verdade, ela tentava encontrar uma explicação a qual gostaria de ouvir, mas esse esforço era fracassado. Olhar no espelho era como uma facada no coração, era saber que aquele pesadelo que ela vivia se concretizava e era real; por isso, ela fazia um tremendo esforço para passar reto daquele objeto que antigamente era o seu favorito. Para aquela garota popular e linda, as coisas sempre foram da água pro vinho, ou sim ou não, o meio-termo não existia, afinal, pra que meio-termo? Você nunca vai gostar mais ou menos de alguém ou nunca vai estar mais ou menos bem, nem mais ou menos bonita. Ou sim ou não. Mas quando ela conheceu aquele garoto, seus princípios mudaram, realmente, da água para o vinho. Eles não mudaram, eles se despedaçaram e outros vieram em seu lugar. A metade das coisas parecia satisfaze-la, ela começava a pensar que estar no meio do caminho era melhor do que estar no começo, coitada. Ela sabia que aquele não era seu pensamento, mas não tinha coragem de desfaze-lo. Sabia que estar no meio do caminho era estar perdida sem coragem para continuar, ela sabia que era só perda de tempo ficar esperando com que o destino a levasse aos lugares onde ela deveria chegar lutando, por isso queria estar no começo do caminho, para saber onde estava e para chegar no final em um pulo, mas ela não tinha forças para isso. As coisas pareciam estar numa corda bamba onde a equilibrista teria que ser experiente, infelizmente ela não era. Ela caía sobre seus propósitos e apenas aquele garoto conseguia levantá-la, era quase uma obsessão, era uma dependência que ela não sabia como se desvincular. Cansou-se de muitas coisas, mas no geral havia uma unica razão para tanto cansaço: ela cansou de correr atrás, de se mudar e de tentar agradar a ele. Mas sabia que se colocasse as cartas na mesa, ela se arrependeria amanhã, então ela preferiu ficar calada, como todos os outros dias que se sentia assim, guardando aquele cansaço, porque ela não queria perde-lo. Ela preferia morrer a ficar sem aquele garoto e ele mal percebia o esforço que ela fazia para continuar viva. O orgulho da garota era grande demais para aguentar calada, pelo menos era, antes dela virar quem é agora. E ela realmente mudou, porque permaneceu quieta até o ultimo instante.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tese às avessas



Em tese, as pessoas são colocadas num certo padrão e as frases são levadas a sério, como: Desconfie do destino, acredite em você, mas o que fazer quando alguém aparece na sua vida, muda todos os seus princípios, muda todas as suas opiniões sobre o mundo e depois te decepciona e te faz sofrer como nunca sofreu antes, mas ele continua dizendo que te ama e que quer apenas seu bem? 
Pois é, quando você mais precisa acreditar em você é quando você menos tem opinião própria para defender, hipóteses para imaginar e princípios para seguir, é quando você sente que está sozinha e quando nem os seus amigos podem te ajudar a sair do fundo do poço. Você precisa querer sair de lá sozinha, a vontade passa na sua frente, mas não te estende as mãos e você deve rastejar, quase morrer, para conseguir pegar nela, porque se ela passar... as coisas só piorarão cada dia mais. É nesse momento que tudo parece estar perdido e nem o choro te fortalece. 

domingo, 24 de outubro de 2010

Eu quero

Eu estarei lá, no final no mundo, aonde termina o céu. Não estarei lá por você, ou te esperando, eu estarei lá por mim, pra descobrir quem eu sou e se quiser ir comigo, eu já aviso que vou caminhando. Não tenho pressa em descobrir do que minha alma é feita, mas se ficar parada eu posso mofar, então estou sempre lentamente caminhando, para sair do lugar. Quando eu tocar o final do céu eu aviso, quando eu conseguir chegar no fim do mundo eu te chamo, pra gente continuar nossa caminhada juntos, mas por enquanto, eu quero chegar até lá sozinha. Eu quero olhar pra trás e ver que andei com as minhas próprias pernas e que não precisei de companhia pra isso. Eu quero ver o sol nascer e lembrar de quando passava as noites em claro lembrando de você e saber, que agora, eu passo as noites caminhando pensando em mim. Eu quero sentir a chuva gelada tocar meu corpo e lembrar das lágrimas que arrepiavam meu rosto quando a gente brigava, e saber, que agora é a chuva que está me dando calafrios. Eu quero poder cantar a vida sem falar de amor, quero poder falar de liberdade sem falar na perda de alguém, eu quero falar do futuro sem ter "pra sempre", eu quero pensar em morrer, mas não por amor. Eu quero mais eu, quero menos você. Eu quero poder olhar no espelho e me ver completa, quero que eu seja minha metade e que você seja só meu passado. Eu quero olhar para o céu, ver as estrelas, e saber que um dia eu olhei pra elas pensando em você, mas hoje eu olho pra elas como um objetivo, são elas que eu quero alcançar. Eu quero sentir a brisa levando embora tudo o que me prendia ao meu passado. Eu quero uma vida nova, um novo começo, mas tem que ser agora, porque amanhã já pode ser tarde demais e pode não dar tempo de chegar aonde eu quero. Porque eu sei o que eu quero, de tudo eu posso, mas eu quero sozinha e eu vou conseguir, sozinha. E não vou me lamentar por isso!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Percepção



Não havia malícia nos olhos dela, e nem duplo sentido em suas palavras. Ninguém riria se ela falasse alguma palavra embaralhada ou alguma frase estranha, seria mais do que normal. Ninguém poderia exclui-la por estar descobrindo um mundo ou ter olhos feios voltados para ela. Todos diziam as mesmas palavras, todas no diminutivo, e mesmo que eles não percebessem, isso a irritava profundamente. Ser "fofinha", "bonitinha", não agradavam-na, ela queria ser maior, gente grande; queria se tornar mais do que uma criança, porque todos acreditavam e faziam-na acreditar que criança é apenas criança, não tem responsabilidades, não se importa com a vida e não sabe de nada. Ela queria ser adolescente. O tempo passou, e seu pedido foi atendido, a criança se tornara adolescente e aquele era o primeiro "dia das crianças" em que ela não ganhava presente, já com seus 14 anos. Ela estava com um aperto no coração e sabia do que sofria, sabia que estava apaixonada e que seu amor não era correspondido. Estava organizando suas coisas - aproveitando a semana sem aula - quando algo tirou-a a atenção, era uma foto de seu primeiro presente que lembrava, ela tinha 5 anos e havia ganhado uma "polly". Mas o que realmente a tocava não era a foto e o presente, era lembrar o quanto queria crescer e agora, saber que queria voltar no tempo pra aproveitar mais a vida invés de ficar sonhando com o futuro. As lágrimas foram pingando lentamente na foto e ela se olhou no espelho com o intuito de ver, nele, algo daquela menininha da foto, mas tudo o que encontrou dela foi o diminutivo. Ela nunca foi "bonitona", "lindona", "gostosona", mas agora, diferente de quando era criança, ela sabia que não precisava disso,
porque ela sabia, no fundo de sua alma, que seu brilho era um pouco maior que o de todas as outras. 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eu sei,





eu entendo, eu já me arrependi, não precisa ficar me perturbando com isso. Eu já aprendi a não cometer mais erros, mas por que você fica toda hora jogando isso na minha cara? Você sabe que eu já entendi que não é pra eu errar mais com você, mas você não tem direito nenhum de apontar esse dedo pra mim. Você já errou bastante e eu fingi que não percebi, eu deixei passar pra você aprender sozinho e pra você continuar do meu lado, eu só não contava que fosse desse jeito. Eu não fiz nada pior do que você, erro é erro, não tem pior ou melhor, é igual ao que eu estou sentindo, é igual a dor, você simplesmente sente. Eu não errei porque quis ou porque alguém me pediu pra errar, eu errei porque sou humana e todos os humanos tem direito de errar; mas eles também tem direito de serem perdoados, se até os ditadores foram perdoados por que eu não seria?. Não importa se você errou ou eu errei, vamos esclarecer tudo isso e parar de nos machucarmos, porque eu e você sabemos que erramos e temos que nos perdoar se quisermos continuar o que está prestes a se perder eternamente, e que você sabe, que não conseguimos viver sem. O amor.